
Avisto uma tempestade;
intrinseca na raiz do meu ser;
como um furacao volta todos os anos;
em varias epocas e estacoes;
assim vive esta em meu mundo!
Nao entendo como se gera,como se alimenta;
mas consome-me...devora a minha alegria!
Deixa-me um vazio enorme...
a minha luz perece...surge esta solidao;
que me arrasa,que me deixa prostrado;
perante a impotencia de a minha alma sorrir!
Sinto-me uno...mesmo na multidao;
daqueles que me sao queridos,amigos!
Sei que a vida nao cria sem paixao;
o vento nao sopra sem razao;
mas tenho as minhas velas rasgadas...
Sinto-me como um barco ao sabor da mare;
nestes dias cinzentos e tempestuosos;
em que o unico atrito neste plano;
e o meu casco...o meu corpo!
A minha bussola esta desmagnetizada;
nao me da o Norte nem o Sul;
nem me leva para Este onde nasce a luz:
nem me guia para Oeste onde esta morre!
Navego,navego...inerte na minha propria tristeza;
que desconheco,que desprezo...da qual quero somente zarpar!
















