domingo, outubro 14, 2007

Aflicao


Avisto uma tempestade;
intrinseca na raiz do meu ser;
como um furacao volta todos os anos;
em varias epocas e estacoes;
assim vive esta em meu mundo!
Nao entendo como se gera,como se alimenta;
mas consome-me...devora a minha alegria!
Deixa-me um vazio enorme...
a minha luz perece...surge esta solidao;
que me arrasa,que me deixa prostrado;
perante a impotencia de a minha alma sorrir!
Sinto-me uno...mesmo na multidao;
daqueles que me sao queridos,amigos!
Sei que a vida nao cria sem paixao;
o vento nao sopra sem razao;
mas tenho as minhas velas rasgadas...
Sinto-me como um barco ao sabor da mare;
nestes dias cinzentos e tempestuosos;
em que o unico atrito neste plano;
e o meu casco...o meu corpo!
A minha bussola esta desmagnetizada;
nao me da o Norte nem o Sul;
nem me leva para Este onde nasce a luz:
nem me guia para Oeste onde esta morre!
Navego,navego...inerte na minha propria tristeza;
que desconheco,que desprezo...da qual quero somente zarpar!

sábado, fevereiro 03, 2007

Dois Corpos,Uma Alma


Minha linda...como te quero!
Por ti,o meu coração chama;
fazendo soar dentro do meu ser;
o eco contínuo do teu nome!
És o sol que aquece a minha vida;
a lua que embala os meus segredos.
Vivo sonhando acordado;
sentindo-te em todo e qualquer lado!

Os meus olhos sofrem,tristonhos;
por uma constante ferida;
a tua miragem,que me consome.
Sou um barco a desaparecer;
naquele oceano...a tua cama;
daquele porto...que tanto venero;
carregando em meu peito,a ilusão;
de ser marinheiro e tu meu horizonte!

És a minha ilha secreta e distante;
a fortaleza do meu coração.
Desde que me lembro,sempre te procurei;
sem saber onde estarias,quem e como serias;
desconhecendo a verdadeira razão;
de acreditar numa profunda união;
dois corpos,uma alma;a perfeita fusão!

És para mim,o colmatar;
do mais belo e terno sentimento.
Aquele que acredito,sinto e desejo;
acarinhei e nutri,desde criança.
Sempre na incógnita esperança;
que um dia unidos;
abraçáramo-nos eternamente;
juntos mas livremente!

Amando simplesmente;
repletos de harmonia,tranquilidade;
banhados em sinceridade;
e envoltos na cumplicidade da nossa sintonia!
Brindemos assim,ao que há-de vir;
cegamente crentes e inabaláveis;
que estaremos juntos,de mãos dadas;
nesta encruzilhada dúbia que é a vida!

Fiquemos assim...unidos para sempre;
para que sorrias,hoje infinitamente;
porque não verei brilho,desamparado;
meu anjo...caído ou propositado?!
Não consigo descrever o porquê;
do meu coração já só bater por ti;
alheio à minha coexistência coninvente;
ele bate e pulsa...bate e pulsa porque te sente!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Mensagem de um Anjo


Penetrei no azul do céu;

e subi, subi até que vislumbrei um anjo.

Estava sentado numa nuvem;

e cantarolava por uma alma.

Por entre suas mãos, soava um arranjo;

de notas harpónicas vindas do além.

Tanta harmonia atingia minha alma!

A harpa falava, cantava e chorava;

o sofrimento que tinha penado;

a alma que seu casco cedeu.


Quando olhei para seus olhos;

vi-os aguados e trémulos.

Perguntei-lhe então:

“Como pode um ser alado;

Sofrer com a partida de um mortal?”

E respondeu-me…um seco não!

Fechei os meus olhos e escutei-o…

Escutei-o com meu pensamento calado.

Então, em meu coração fez-se luz;

porém ouvi-o chorar…


Novamente questionei-o:

“Para um ser tão nobre e puro;

romper sua plenitude e paz;

estará uma historia de amor por trás?”

Esboçou a resposta com sua cabeça.

Senti bem dentro de mim;

que duas almas desprevenidas

não esperavam o fim…

não tiveram a hipótese de se despedir;

de recordarem seu amor…de dizer:”Até breve!”


Estravazáva do meu coração;

ansiedade, mágoa e amargura;

num deleito indelével.

O impacto em minha alma;

foi brutal e perdi os sentidos.

Quando voltei a mim;

estava de novo em terra;

resguardado em meu abrigo;

com pena daqueles;

que só olhos têm…para o seu umbigo!


Pois esta nossa passagem;

é breve e linda de viver!

Especialmente para aqueles, que têm coragem;

e o dom de conseguir ver;

os pilares de sua felicidade!

Brindá-los com respeito;

Contemplá-los com humildade;

aceitá-los a seu jeito;

e amá-los de verdade!

Hoje e por toda a eternidade!

Menino Vento

Porquê sussurras ao ouvido;

sem vergonha, atrevido?!

Vens frio e súbito!

Achas bonito?


Depenaste a avenida;

correndo desenfreado.

Dizes olá e já é a despedida.

És menino mal educado!


És constante e és rajada!

És vil e brincalhão!

Deixaste a senhora despenteada;

e mostraste a quem passava, seu cuecão!


És mimado e travesso.

Quando alguém se protege;

viras seu guarda-chuva do avesso.

Oh menino herege…


Por vezes és traiçoeiro;

és menino matreiro!

Nem tudo o que luz é ouro;

nem todo o baú é um tesouro.


És jardineiro púbico;

a menina arvore está nua.

Enrijeces o bico;

Da menina que passeia pela rua.


Oh menino vento…

Corres do cabaret ao convento.

És diabinho angelical!

És quem brinca em meu quintal!

Tempo


Tu que sempre exististe;

sempre omnipresente.

Tudo até hoje viste;

desde o belo ao mais decadente!


És o guardião dos segredos.

O derradeiro curandeiro.

És o enredo dos enredos;

tudo em ti, é verdadeiro!


Quiseram-te palpável.

Desde sempre foste estudado;

mas tua natureza, não é mesurável;

pois és infinito, desde o passado!


Já tiveste muitas faces;

e muitos corpos também.

Marcámos-te entre vários enlaces;

com o nascimento em Belém!


De que vibração és feito?

Quando acabarás?

És um peso para o meu peito.

Sei quando finito serás!


Quando os meus olhos, cessar;

quando meu coração, parar;

é de salientar…nesta vida carnal!

Pois subsistes no plano espiritual!


Oh senhor imortal!

Oh contador dos mundos!

Sendo eu, pobre mortal;

Queria teu saber, por meros segundos.


Ainda me lembro, quando criança;

o quanto durava um dia…

Mas agora, mais pareces uma lança;

uma ténue nota numa breve melodia!


És detentor de uma impressão singular;

que habilmente estampas suavemente.

Parece-se com uma pena a planar;

que toca o chão, tão gentilmente!


És um mestre da ilusão!

Convences-nos, que esta pequena viagem;

é longa, há tempo de sobra…mas não!

Tudo isso é…uma miragem!


Tic-tac, tic-tac…

O mundo em constante mudança!

Tic-tac, tic-tac…

Enquanto há vida, há esperança!

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Respondeste Sentes!


Segredos secretos;
amantes picantes;
distantemente pertos;
calorosamente ofegantes;
olham profundamente;
corações certos;
latejantes frenéticamente!
Planos desérticos...
orgasmos afluentemente;
docemente libertados;
acorrentados livremente;
prisioneiros sempre;
hoje eternamente;
futuros vindouros;
escravos solitariamente;
virtuosamente amados;
negados inconscientemente;
loucamente maravilhados;
humanamente...separados!

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Indagação Frustrada

Neste mundo que gira;
em torno de si mesmo;
e do centro da nossa galáxia;
sinto-me um enorme nada!
Sou um mero átomo que paira;
na existência da impotência!
Sou mais um mero degrau;
de uma infinita escada!

Sinto-me um buraco negro;
que arrasa,que suga,que destrói;
a razão de sua existência!
Sinto-me um monstro;
tingido de humano;
enganando aquela que mais amo!
Sou um simples chão falso;
onde caio...passo após passo!

Sou para mim próprio;
neblina que entorpece a vida;
sou lago gelado,transpirando frio!
Sou uma formiga perdida;
do seu trabalho e das suas funções;
enquanto escuto a cigarra;
a sua viola e suas canções.
Sou...aberração bizarra!

É triste querer dar voz;
às nossas vontades,ideias e palavras;
oriundas dos sentimentos do coração;
e descobrir que por nós;
fomos...silenciados!
Remetidos à maldição;
do eco da razão;
que chora nossa alma!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Tela de Deus


Quando a noite vem;
e vou à rua;
sinto saudades de alguém;
na companhia da lua.

Olho para o firmamento;
e vejo uma estrela,que cai.
Desejo secretamente em pensamento;
a continuidade daquele momento!

Vislumbro constelações;
que possuem parte do meu coração;
que comungam minhas recordações;
nesta mágica e inocente conspiração!

Falo-lhes com o meu olhar;
e oiço-as em minha alma.
Ao meu templo vêm depositar;
suas energias,que me dão calma.

Quando vejo uma estrela cintilar;
bate-me o desejo,de ter asas e voar!
Sinto que meu amor me chama;
enrolada nos lençóis de nossa cama!

Apaixonado por esta tela;
cujo pintor,só poderia ser Deus!
Acendo então,uma vela;
na triste hora do adeus!

Porém ao falecer;
quereria ser dragão;
pois faria parte de alguma constelação;
e eternamente poderia viver!

Brilharia então,constantemente;
mesmo que viesse o dia;
sobre qualquer continente;
e parte desta tela...seria!

Espécie de Ar


O vento sopra;
porque existem certos movimentos na atmosfera.
A chuva cai;
porque as partículas de água evaporam-se e condensam-se.
Os relâmpagos ocorrem;
devido à excitação eléctrica das moléculas.
Uma folha desliza;
suavemente,enquanto cai até atingir o chão.
Os pássaros voam;
porque Deus deu-lhes asas.
Nós vivemos;
porque respiramos.

Mas tudo isto acontece ou é possível...devido ao ar.

Sem ele;o ar...
o vento não tinha o que soprar;
a chuva não teria como se formar;
os relâmpagos não poderiam rasgar os céus com os seus dedos;
uma folha cairia diferentemente;
os pássaros não teriam como voar;
e nós...morreríamos!
Espero um dia vir a ser o teu ar...
...e que venhas a ser o meu!

terça-feira, janeiro 23, 2007

Desejos do Coração


Num longínquo passado;
onde deuses reinaram;
pela espuma do mar salgado,
formou-se Vénus,que todos amaram!
Neste paralelo presente;
que minha deusa sejas.
Me faças humilde e contente;
e a meu lado;sempre estejas!

O que mais preciso;
é da tua luz,na minha vida;
e que sejas a estrela que me guia!
Quero que saibas...minha querida;
quero teu sorriso,de noite e de dia!
És o mel,que adoça minha bebida.
O teu toque;de seda é feito;
um carinho teu e fico sem jeito!

Preciso que sejas;
o meu abrigo nas tempestades;
o farol no fim da minha viagem;
o motivo das minhas vontades;
quem me espera junto à margem;
perto do rochedo,onde me seguro.
Que sejas...o clarão do meu escuro;
a razão do meu futuro!

Que no meu reino,sejas rainha!
A mais bela flor do meu jardim!
És jóia que brilha sozinha;
mesmo longe...longe de mim!
Agora quero voar bem alto;
pois já não tenho medo de cair.
Estou pronto para o salto;
pois tuas mãos,hão-de vir!

Quero que sejas;
a água do meu chuveiro;
a manta que me aquece;
que cubras o meu corpo inteiro;
num abraço silencioso!
Sejas tu terra e eu nevoeiro;
e que este encontro seja moroso!

E bem nos recôncavos dos meus quatro cantos;
eu peço com fé em minhas orações;
a Deus e a todos os anjos e santos;
que ponhas fim aos meus serões!
Que sejas a prenda da minha existência;
o complemento da minha mais pura essência!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Segredos Condenados


No escuro e consporcado;
desolado e consternado;
desonrado e desacreditado;
infame e calunioso;
estúpido e maldoso;
fraco e mentiroso;
refúgio...que sabiamente;
só cada um sente.
Que ao recordar arrepia;
que embaraço cria!

Descrevo aquele sórdido lado;
da nossa intima mente.
Aquele...por todos negado.
O excluído socialmente;
o moralmente errado;
o incorrecto politicamente!
Aquele...que nasce na renuncia;
que cresce na escuridão;
que envelhece sem denúncia;
e que morre no caixão!

Nunca é partilhado!
Nunca é amado!
Jamais falado...
Tememos sua divulgação;
receamos a aceitação;
de actos passados;
de pensamentos esboçados;
de palavrões amordaçados;
de desejos guardados.
Segredos condenados!

Agitam-se ao amanhecer;
e tranquilizam-se ao anoitecer.
Nada os pode guarnecer...
Não há nada a ser feito;
pois vivem a seu jeito.
Habitam todo e qualquer ser;
hipócrita;aquele que não o quer ver!
Ganham vida pela nossa vivência;
e sobrevivem na nossa existência!
São assim...os segredos condenados!

domingo, janeiro 21, 2007

A Pérola


Relampejam em minha mente;
as cores,os cheiros e os tons;
da ilha que estou ausente.
Consigo ouvir seus distantes sons!

Recheada de altas escarpas;
que das serras rompem o mar,
vincadas;como cordas de harpas;
que só as ondas as conseguem dedilhar!

Em todo o seu redor;
compõem-se melodias oceânicas.
E no coração das serras vulcânicas;
a vegetação transpira esplendor.

Pequenos tesouros escondidos;
esta pérola tão bem protege.
Parecem quadros fingidos;
de pintores esquecidos.

Trago-a em meu coração;
seja Inverno ou Verão!
Porque me aquece...
Porque me enaltece!

Respiro sua história;
porque me dá glória.
É uma salada genética;
é cultura rica!

E quando lá cai neve;
não vem balançada nem leve.
É outra pintura de ternura;
embora seja sol de pouca dura;
na ilha das quatro estações;
onde o mar;compõe suas canções!

Portugal do Antigamente




Que portões se fecharam?
Que tempestade toldou nossas mentes?
Terra de heróis que lutaram!
Para quê plantaram,suas sementes?!

Valentes reprimidos;
pela sorte,pela morte!
Sonhos quase esquecidos;
sem rumo,sem norte!

Império que da terra;
cresceu pelos oceanos!
Império que duma serra;
criava montes planos!

Perfil da Europa...
Choraste...e ilhas geraste!
És agora,nua e crua tropa;
que outrora;o mundo espantaste.

Tempos houve,com braços erguidos;
olhares baixos,dos povos rendidos.
Agora;com os braços caídos;
resta-nos o orgulho,de tempos idos!

Eram barcos,eram naus!
Éramos bons,não maus.
Pulverizámos o Cristianismo;
louvávamos o Patriotismo!

Oh meu país tão pequeno;
utilizaste o grande mar...
Foste perfeito...Útero pleno!
Para outras raças se gerar!

Onde estás;Portugal do Antigamente?!
Onde estais;povo que sábiamente,
içavas bandeiras e brasões;
nos territórios das outras nações?!

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Mão Adormecida



Ergui minha caneta;
deitada em minha mão;
para imaginar teus lindos lábios;
a ler;palavras do meu coração!
Amparar teus sorrisos fugídios;
que fervilham com a euforia;
da união dos leitos de mil rios.
Parei e contemplei de dia;
o brilho de tão doce olhar.
Só então,percebi a tristeza do luar;
pois se olhasses o céu de noite;
ofuscarias a sua humilde natureza;
com a beleza de tuas meninas;
coroadas em pequeninas;
pela ternura e doçura;
de uma eterna inocência!

O Pobre Coração Sonhou


Este pobre coração;
que tu aqui vês;
foi a melhor benção;
que Deus me fez!
É o meu templo sagrado;
e dele,quero que faças;
o teu cantinho amado.
Por favor;não o desfaças!

Deposito suas chaves,em tua mão.
Parte do que precisa,é carinho e atenção.
Por vezes compreensão e dedicação.
É um refugio para a tua solidão!
Quero que o percorras;
de sul a norte.
Quero que o socorras;
quando me acabar a sorte.

Quero chegar a ser;
a razão do teu coração bater;
tua agua,para tua sede combater;
tua lareira,para te aquecer;
teu pente;para em teus cabelos passear;
teu chão alcochoado,para te amparar;
teu ar,para que não pares de respirar;
tua almofada,quando fores sonhar!

Quero que beijes;
todo o meu peito.
Que me desejes;
sem vergonha,nem respeito.
Que meu corpo;
conheças de olhos vendados;
me cobras de beijos molhados;
que deixes meus sentidos desorientados.

Se nuvem fores;
o vento serei!
Quero mostrar-te as cores;
nas quais me inspirei.
Empurrar-te pelo mundo;
segredando-te ao ouvido;
o meu amor profundo;
a alegria por te ter conhecido!

Que sejamos como gotas.
Nascem livres e soltas;
porem unem-se pelo ar;
algures,antes do chão chegar!
Quero-te a meu lado;
para fechar meus olhos;descansado!
No paraiso irei acordar;
porque um anjo...me foi deitar!

Porto Seguro

Passados alguns anos;
desta viagem à deriva;
por entre mares e oceanos;
a saudade está mais viva!

Contrastam os dias soalheiros;
com os dias tempestuosos.
Recordam-se alguns cheiros;
de portos maravilhosos.

Pequeno barco sem rumo;
entregue nas mãos do destino.
Por vezes teus sinais de fumo;
são em vão;desprezados...imagino!

Pequeno barco;
que navegas pelas marés da vida;
sinto que anseias,um charco;
para a tua odisseia preferida!

No limiar das emoções
e na penumbra dos desejos;
encontras novas sensações
e imagens em lampejos.

Questionas;como será?
Que dimensão terá?
Onde ficará?Quanto faltará?
Que alegrias te trará?

Porto seguro,que te protegerá;
em todos os momentos!
E o teu naufrágio impedirá;
resguardando-te dos teus lamentos!

Porto seguro,que terás no coração;
que só a ti há-de receber!
É essa a sua declaração;
por fazer parte do teu ser!

Neste pequeno vazio,que é a vida;
existe um porto seguro;
no coração de uma pessoa querida!
Algures no teu futuro...

Alma Gêmea



Procuro-te alma gêmea!
Quero-te encontrar;
nesta vazia imensidão;
que é a vida!
Quero-te contar;
o que aprendi na solidão.
Quero que passes e que vejas;
o que é o meu paraíso;
o que é o meu inferno!
Quero ver esse teu sorriso;
a encher o meu coração;
com tudo o que preciso!

Preciso que me aqueças;
nas longas noites frias...

Quero o teu carinho;
a tua aveludada ternura.
Diz-me bem baixinho;
neste momento que perdura;
que iremos percorrer;
este nosso caminho.
Sorrir quando o outro sofrer;
abraçar quando o outro fracassar;
beijar quando o outro triunfar!
E chorar quando pelo ar;
ecoar as badaladas;
por uma vela se apagar...
por almas novamente separadas!

Preciso de 1 toque do teu silêncio...
Preciso ser cúmplice da nossa jura...
E amar-te por toda a eternidade!

Renascer


Não sei bem como o divagar...
sei que quero desenhar em palavras;
o que me fazes sentir...neste momento.
Um esquisso de uma fase,de um estado;
uma espécie de fotografia,de uma emoção!
Encerra os teus sentidos...exceptuando...
a visão da tua imaginação!
É desta forma que inicio esta introdução.

Se o meu coração fosse uma fonte;
melhor ainda;uma cascata extinta;
que há algum tempo,não sente os carinhos;
da água,percorrendo seus trilhos;
restando apenas lodo,como prova mundana;
da decomposição de algo que viveu.
Verias fendas em minha escarpa;
deixadas pelo tempo;
em que a abundância reinava;
e no fundo da cascata,deleitava suas águas;
naquela cachoeira de emoções e sentimentos!

Subitamente reparei,que voltou...
Pingo a pingo,gota a gota;
lá do alto onde nascem!
Surgem como lágrimas de doçura;
escorrendo pela pele da escarpa;
numa dança serpenteadora de ternura;
acariciando e cobrindo as velhas e profundas fendas;
saceando sonhos e trágicas lendas!
E lá no fundo,aquela outróra rica cachoeira;
começa a encher-se,a acumular-se;
de alegria,sonhos,desejos e expectativas!

Se viste o que desenhei em palavras...
Para além do que leste,o que sentiste...
Talvez um reflexo disforme,em tua mente;
daquilo que o teu próprio coração sente;
do meu,do teu ou de muita gente!
Dos cenários invocados;passado e presente;
anseio o futuro,depositando fé no desconhecido;
pois é belo o renascer de um coração a bater!