
Tu que sempre exististe;
sempre omnipresente.
Tudo até hoje viste;
desde o belo ao mais decadente!
És o guardião dos segredos.
O derradeiro curandeiro.
És o enredo dos enredos;
tudo em ti, é verdadeiro!
Quiseram-te palpável.
Desde sempre foste estudado;
mas tua natureza, não é mesurável;
pois és infinito, desde o passado!
Já tiveste muitas faces;
e muitos corpos também.
Marcámos-te entre vários enlaces;
com o nascimento em Belém!
De que vibração és feito?
Quando acabarás?
És um peso para o meu peito.
Sei quando finito serás!
Quando os meus olhos, cessar;
quando meu coração, parar;
é de salientar…nesta vida carnal!
Pois subsistes no plano espiritual!
Oh senhor imortal!
Oh contador dos mundos!
Sendo eu, pobre mortal;
Queria teu saber, por meros segundos.
Ainda me lembro, quando criança;
o quanto durava um dia…
Mas agora, mais pareces uma lança;
uma ténue nota numa breve melodia!
És detentor de uma impressão singular;
que habilmente estampas suavemente.
Parece-se com uma pena a planar;
que toca o chão, tão gentilmente!
És um mestre da ilusão!
Convences-nos, que esta pequena viagem;
é longa, há tempo de sobra…mas não!
Tudo isso é…uma miragem!
Tic-tac, tic-tac…
O mundo em constante mudança!
Tic-tac, tic-tac…
Enquanto há vida, há esperança!


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