quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Tempo


Tu que sempre exististe;

sempre omnipresente.

Tudo até hoje viste;

desde o belo ao mais decadente!


És o guardião dos segredos.

O derradeiro curandeiro.

És o enredo dos enredos;

tudo em ti, é verdadeiro!


Quiseram-te palpável.

Desde sempre foste estudado;

mas tua natureza, não é mesurável;

pois és infinito, desde o passado!


Já tiveste muitas faces;

e muitos corpos também.

Marcámos-te entre vários enlaces;

com o nascimento em Belém!


De que vibração és feito?

Quando acabarás?

És um peso para o meu peito.

Sei quando finito serás!


Quando os meus olhos, cessar;

quando meu coração, parar;

é de salientar…nesta vida carnal!

Pois subsistes no plano espiritual!


Oh senhor imortal!

Oh contador dos mundos!

Sendo eu, pobre mortal;

Queria teu saber, por meros segundos.


Ainda me lembro, quando criança;

o quanto durava um dia…

Mas agora, mais pareces uma lança;

uma ténue nota numa breve melodia!


És detentor de uma impressão singular;

que habilmente estampas suavemente.

Parece-se com uma pena a planar;

que toca o chão, tão gentilmente!


És um mestre da ilusão!

Convences-nos, que esta pequena viagem;

é longa, há tempo de sobra…mas não!

Tudo isso é…uma miragem!


Tic-tac, tic-tac…

O mundo em constante mudança!

Tic-tac, tic-tac…

Enquanto há vida, há esperança!

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