Penetrei no azul do céu;
e subi, subi até que vislumbrei um anjo.
Estava sentado numa nuvem;
e cantarolava por uma alma.
Por entre suas mãos, soava um arranjo;
de notas harpónicas vindas do além.
Tanta harmonia atingia minha alma!
A harpa falava, cantava e chorava;
o sofrimento que tinha penado;
a alma que seu casco cedeu.
Quando olhei para seus olhos;
vi-os aguados e trémulos.
Perguntei-lhe então:
“Como pode um ser alado;
Sofrer com a partida de um mortal?”
E respondeu-me…um seco não!
Fechei os meus olhos e escutei-o…
Escutei-o com meu pensamento calado.
Então, em meu coração fez-se luz;
porém ouvi-o chorar…
Novamente questionei-o:
“Para um ser tão nobre e puro;
romper sua plenitude e paz;
estará uma historia de amor por trás?”
Esboçou a resposta com sua cabeça.
Senti bem dentro de mim;
que duas almas desprevenidas
não esperavam o fim…
não tiveram a hipótese de se despedir;
de recordarem seu amor…de dizer:”Até breve!”
Estravazáva do meu coração;
ansiedade, mágoa e amargura;
num deleito indelével.
O impacto em minha alma;
foi brutal e perdi os sentidos.
Quando voltei a mim;
estava de novo em terra;
resguardado em meu abrigo;
com pena daqueles;
que só olhos têm…para o seu umbigo!
Pois esta nossa passagem;
é breve e linda de viver!
Especialmente para aqueles, que têm coragem;
e o dom de conseguir ver;
os pilares de sua felicidade!
Brindá-los com respeito;
Contemplá-los com humildade;
aceitá-los a seu jeito;
e amá-los de verdade!
Hoje e por toda a eternidade!


1 comentário:
Gosto muito deste teu poema.
A vida é dificil mas passa depressa demais. Devemos aproveita-la ao maximo pois cada segundo k passa é passado e não vamos a tempo para recupera-lo...
bjs
Eduarda
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