Neste mundo que gira;em torno de si mesmo;
e do centro da nossa galáxia;
sinto-me um enorme nada!
Sou um mero átomo que paira;
na existência da impotência!
Sou mais um mero degrau;
de uma infinita escada!
Sinto-me um buraco negro;
que arrasa,que suga,que destrói;
a razão de sua existência!
Sinto-me um monstro;
tingido de humano;
enganando aquela que mais amo!
Sou um simples chão falso;
onde caio...passo após passo!
Sou para mim próprio;
neblina que entorpece a vida;
sou lago gelado,transpirando frio!
Sou uma formiga perdida;
do seu trabalho e das suas funções;
enquanto escuto a cigarra;
a sua viola e suas canções.
Sou...aberração bizarra!
É triste querer dar voz;
às nossas vontades,ideias e palavras;
oriundas dos sentimentos do coração;
e descobrir que por nós;
fomos...silenciados!
Remetidos à maldição;
do eco da razão;
que chora nossa alma!


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